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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Conheça o ritual espanhol bizarro realizado para purificar os bebês


Uma vez por ano, durante o feriado de Corpus Christi, a população de uma aldeia espanhola chamada Castrillo de Murcia se reúne para um ritual um tanto quanto bizarro. É o "El Colacho". Esse festival costuma aterrorizar os turistas e visitantes, mas já é bem conhecido pela população local e acontece a tanto tempo que é impossível contar.
E por que ele é tão assustador assim? Durante as festividades, os homens costumam se vestir com trajes bem estranhos, amarelos brilhantes, e máscaras com o rosto do demônio. Então, eles saem no meio da multidão, chicoteando os espectadores e assustando as pessoas com gritos e danças grotescas. Mas a atração principal ainda está por vir.

A purificação dos pequenos

Os pais costumam trazer seus filhos com menos de um ano para serem purificados nesse ritual. Eles colocam os bebês, de quatro em quatro, deitados em travesseiros no meio da rua e esses homens vestidos de demônios correm pelas vias, pulando por cima dos blocos formados pelas crianças, a fim de purificá-las de todo o mal do mundo.
Depois que os pequenos são purificados e ficam livres do pecado original do homem, eles são aplaudidos e os espectadores jogam pétalas de rosas sobre eles. Só depois disso é que os pais — a maioria bem assustada — podem pegar os seus filhos e levá-los para casa (ou continuar participando das festividades, se quiser).

Certo ou errado?

Nenhum morador de Castrillo de Murcia ou qualquer historiador consegue dar uma data precisa sobre a origem desse ritual, mas estima-se que ele tenha surgido por volta do início de 1600. Os mais antigos dizem que o festival acontece desde que nasceram e também não existe nenhum documento que possa comprovar esses anos.
Também não existem relatos de bebês mortos ou feridos durante o ritual — se aconteceu, está muito bem escondido. De qualquer forma, a prática é condenada pela Igreja Católica e, certa vez, o Papa Bento XVI pediu ao povo espanhol que se distanciasse de tudo isso. Não adiantou. O salto sobre as crianças acontecem todos os anos, o clero querendo ou não.

Deslumbre-se com 7 belíssimas paisagens que existem pelo planeta


 Se você está planejando conhecer algum lugar inesquecível nas próximas férias, mas ainda não escolheu qual será o destino da sua viagem, as paisagens que selecionamos para você — a partir de um artigo de Charles W. Bryant do site how stuff work— podem ser um bom ponto de partida para ajudá-lo na sua decisão.
Todos os locais que escolhemos oferecem vistas — ou estão inseridos nelas — impressionantes, dessas que nos deixam de queixo caído e sem palavras. Veja a seguir e conte nos comentários se você já teve o privilégio de conferir algum deles pessoalmente ou, ainda, se você conhece outros destinos que também merecem uma visita!

1 – Vista de Machu Picchu

Apesar de os peruanos saberem da existência da Cidade Perdida dos Incas há muito tempo, Machu Picchu só foi “descoberta” em 1911 e, desde então, milhares de historiadores, arqueólogos, antropólogos e turistas já estiveram no local. Localizadas no topo de uma montanha a 2,4 mil metros de altura, as ruinas foram construídas no século 15, e ninguém sabe dizer ao certo qual era a sua finalidade.
Independente de que se trate de um antigo local de peregrinação religiosa, um observatório astronômico ou um casarão de veraneio para os governantes incas, a verdade é que Machu Picchu certamente merece a denominação de Patrimônio Mundial da UNESCO, e deveria ser visitada pelo menos uma vez na vida.

2 – Vista do Grand Canyon

Imagine parar à beira de um penhasco que oferece vistas de uma estrutura geológica deslumbrante com 29 quilômetros de largura, mais de 445 quilômetros de extensão e, em alguns pontos, 1,6 mil metros de profundidade. Esse é o Grand Canyon, esculpido pela ação do Rio Colorado ao longo de 3 a 6 milhões de anos! E só visitando esse lugar pessoalmente para ter uma real noção de sua grandiosidade.

3 – Vista da Torre Eiffel

Se você deseja ver a Cidade Luz em todo seu esplendor, nada como subir em uma de suas mais icônicas estruturas: a Torre Eiffel. É possível “escalar” até o primeiro e segundo níveis — localizados a 57 e 115 metros de altura, respectivamente — por meio de uma escada, caso você não queira enfrentar a fila para o elevador e prefira exercitar as pernas.
No entanto, o mirante principal — que fica a 320 metros do solo — só pode ser acessado por meio de um elevador. A melhor hora do dia para subir até lá? Uma hora antes do anoitecer, para ver Paris banhada com os últimos raios dourados do sol.

4 – Vista do Empire State Building

Todo turista que preze faz uma visitinha ao famoso Empire State Building quando vai a Nova York. Afinal, o edifício conta com um deck de observação a 320 metros de altura que oferece vistas de 360 graus da cidade de tirar o fôlego. Esse mirante foi inaugurado na década de 30 e já recebeu mais de 110 milhões de visitantes, e ainda permite que o legendário Chrysler Building — que também conta com um badalado deck — seja visto de uma perspectiva ímpar.

5 – Vista do Cume do Everest

Já pensou qual seria a sensação de estar no topo do mundo? Pois segundo quem esteve no cume do Monte Everest, além de sentir falta de ar por conta da altitude, a paisagem também é de tirar o fôlego — claro, se descontarmos os cerca de 120 corpos de alpinistas que morreram tentando chegar ao topo da montanha e que “enfeitam” o caminho.
Mas, ignorando esse pequeno detalhe — e supondo que você seja um alpinista muito experiente —, imagine as vistas a alturas de mais de 8.800 metros! Pois, caso você seja uma das 150 pessoas que tentam chegar ao cume do Everest anualmente e consiga alcançá-lo, tire o maior proveito possível dos poucos minutos que você poderá permanecer no topo do mundo antes de voltar a descer.

6 – Vista do Parque Nacional Glacier

Em se falando de parques nacionais famosos que existem nos EUA, o de Yellowstone e o Yosemite são — de longe — os mais visitados. Contudo, o Parque Nacional Glacier localizado em Montana, embora menos badalado, não fica atrás quando o assunto são as incríveis paisagens naturais que o local oferece ao longo de mais de 1.100 quilômetros de trilhas.
Quer saber o que os visitantes encontram em seus passeios por lá? Montanhas com picos nevados, lagos alpinos isolados, farta vida selvagem e, evidentemente, glaciares. No passado o parque contava com 150 deles, mas atualmente restam apenas 26 para os turistas contemplarem.

7 – Vista do Pão de Açúcar

Este item originalmente não aparecia entre os destinos citados por Charles em sua matéria, mas como o Brasil conta com tantos lugares espetaculares, nós do Mega Curioso decidimos incluir um dos mais emblemáticos da nossa terrinha também — e desculpar o deslize de Charles!
Na verdade, a imagem acima foi capturada a partir do Corcovado, o que significa que essa é a vista que o abençoado Cristo Redentor tem da Cidade Maravilhosa, com o Pão de Açúcar incluído na cena. Além do famoso cartão postal — composto pelo morro da Urca e da Babilônia —, nessa paisagem majestosa mundialmente famosa também podemos ver a baía de Guanabara.

Bônus

Vista do Planeta Terra

Como estamos falando de paisagens extraordinárias que existem no nosso planeta, achamos que uma vista dele a partir do espaço merecia aparecer na lista. Infelizmente, ao contrário dos demais lugares que mencionamos na matéria, para a grande maioria de nós, vislumbrar a Terra desde uma perspectiva como essa será algo que faremos apenas através de fotografias — ou em nossos sonhos.

O que você sabe o Universo? Confira algumas curiosidades sobre ele


A cada dia, os cientistas e astrônomos nos apresentam novas descobertas sobre o Universo. Com as mais recentes tecnologias de observação, a exploração visual do espaço consegue registrar estrelas que nascem ou morrem, galáxias em colisão, buracos negros e até planetas fora de nosso Sistema Solar.
Segundo um artigo de Charles Q. Choi, do Space.com, durante o seu nascimento no Big Bang, a grande explosão, o Universo se expandiu mais rápido que a velocidade da luz. De acordo com a NASA, após essa inflação do crescimento, ele continuou a expandir, mas a um ritmo bem mais lento. Assim, conforme o espaço se expandia, o Universo esfriou e a matéria se formou.
Para você ter uma ideia, um segundo depois do Big Bang, o Universo já estava cheio de nêutrons, prótons, elétrons, antielétrons, fótons e neutrinos. E já durante os três primeiros minutos, os elementos leves nasceram durante um processo conhecido como nucleossíntese do Big Bang.
Em seguida, as temperaturas caíram drasticamente e prótons e nêutrons colidiram criando o deutério, um isótopo do hidrogênio. A maior parte do deutério então se combinou para fazer o hélio e quantidades vestigiais de lítio também foram geradas.

O passar do tempo

Mesmo ainda após o resfriamento inicial, nos primeiros 380 mil anos ou mais, o Universo era essencialmente quente demais para que a luz brilhasse. O calor da criação comprimiu átomos com força suficiente para dividi-los em um plasma denso, como uma sopa opaca de prótons, nêutrons e elétrons que dispersaram a luz como neblina.
De acordo com a NASA, depois desses 380 mil anos, a matéria resfriou o suficiente para átomos se formarem durante a era da recombinação, resultando em um gás eletricamente neutro transparente. Os pesquisadores dizem que essa ação perdeu o flash inicial de luz durante o Big Bang, que é detectável hoje como radiação cósmica de fundo em micro-ondas.
No entanto, após este ponto, o Universo ficou mergulhado na escuridão, pois ainda não existiam estrelas ou quaisquer outros objetos brilhantes formados. Esse período de trevas ainda durou bastante tempo, mas muito tempo mesmo.
Então, cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang, o Universo começou a surgir a partir da idade das trevas cósmicas durante a época de reionização. Durante este tempo, que durou mais de meio bilhão de anos, aglomerados de gás entraram em colapso o suficiente para formar as primeiras estrelas e galáxias, cuja luz ultravioleta energética ionizou e destruiu a maior parte do hidrogênio neutro.
Embora a expansão do Universo gradualmente tenha se abrandado, cerca de 5 ou 6 bilhões de anos após o Big Bang, uma força misteriosa agora chamada de energia escura começou a acelerar a expansão novamente, sendo um fenômeno que continua até hoje, de acordo com as observações científicas. E então, pouco mais de 9 bilhões de anos após o Big Bang, o nosso Sistema Solar nasceu.

Big Bang

É um pouco complicado o conceito da ideia, mas o Universo não se expandiu para o espaço, pois não existia espaço antes do Universo. Em vez disso, é melhor pensar no Big Bang como o aparecimento simultâneo de espaço em todo o Universo.
Dessa forma, o Universo não se expandiu para nenhum lugar desde a grande explosão. Em 2014, cientistas do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica anunciaram que tinham encontrado um sinal fraco na radiação cósmica de fundo, o que poderia ser a primeira evidência direta das ondas gravitacionais remanescentes do Big Bang. Os resultados foram muito debatidos, mas a busca por essas misteriosas ondulações continuam.

Tempo de vida e estrutura

Você sabe qual é a idade do Universo? Atualmente, ela é estimada em cerca de 13,8 bilhões de anos. Perto do Universo, o nosso Sistema Solar é um adolescente, tendo cerca 4,6 bilhões de anos. Mas como os cientistas fazem essas estimativas da idade de algo tão grandioso e complexo?
Os especialistas fazem isso medindo a composição da matéria e densidade da energia no Universo. Isso permitiu aos pesquisadores calcular o quão rápido o Universo se expandiu no passado. Com esse conhecimento, eles puderam estimar quando o Big Bang aconteceu. O tempo entre aquela época e agora é a idade do Universo.
Em se tratando da estrutura do Universo, os cientistas creem que nos primeiros momentos de existência não havia nenhuma definida, pois a matéria e a energia eram distribuídas quase que uniformemente por toda parte.
Porém, com o passar do tempo, a atração gravitacional de pequenas flutuações na densidade da matéria deu origem à vasta estrutura entrelaçada das estrelas e dos vazios vistos atualmente.
Regiões densas atraíram mais matéria através da gravidade, e, quanto mais massa se acumulava, mais matéria era atraída, formando estrelas, galáxias e estruturas maiores, conhecidas como “clusters”, superaglomerados, filamentos e paredões com milhares de galáxias, atingindo mais de um bilhão de anos-luz de comprimento, enquanto as regiões menos densas não conseguem crescer, formando os vazios.

A matéria e a energia escura

A existência da matéria escura é verdadeira, apesar de os astrônomos ainda não saberem com absoluta certeza de que ela é formada. Porém, sabe-se que ela está lá pela sua interação com a matéria luminosa (as galáxias e todos os seus componentes) e a força gravitacional que ela exerce. Ainda assim, é um mistério para ciência.
Segundo Charles Choi, do Space.com, até cerca de 30 anos atrás, os astrônomos pensavam que o Universo era composto quase que inteiramente por átomos comuns ou "matéria bariônica". No entanto, recentemente tem havido cada vez mais evidências que sugerem que a maioria dos conteúdos que o compõem vem em formas que não podemos ver.
No modelo cosmológico aceito pela comunidade científica, o Universo é composto por energias e partículas que interferem na gravidade, expansão e aceleração do espaço.
Nesse cenário, os átomos constituem apenas 4,6% dele. Do restante, acredita-se que 72% da densidade é formada de energia escura — que teria o efeito de pressão negativa sobre o Universo, sendo ainda o motor de sua expansão acelerada — e 23% de matéria escura, que hipoteticamente tem efeitos gravitacionais em matérias visíveis.

Forma

De acordo com o Space.com, a forma do Universo é uma questão muito complexa e relativa. Se ele é ou não é finito ou infinito em sua extensão depende da relação entre a taxa de sua expansão e a força da gravidade. Além disso, a força da atração em questão depende em parte da densidade da matéria no Universo.
Por exemplo, se a densidade excede um valor crítico específico, então o Universo é "fechado" e "positivo curvo", como a superfície de uma esfera. Isso significa que os feixes de luz que são inicialmente paralelos vão convergir lentamente, eventualmente cruzando e voltando ao ponto de partida.
De acordo com a NASA, o Universo não é infinito, mas não tem fim, assim como a área sobre a superfície de uma esfera não é infinita, mas não tem começo nem fim definidos. Dessa forma, o Universo acabará por parar de se expandir e começará a entrar em colapso sobre si mesmo, ocorrendo o chamado "Big Crunch".
Por outro lado, se a densidade do Universo for inferior a esta densidade crítica, a geometria do espaço é "aberta" e "negativamente curva", como a superfície de uma sela. Se assim for, o Universo não tem limites e se expandirá para sempre.
Porém, se a densidade do Universo for exatamente igual à densidade crítica, a geometria do universo é "plana" com curvatura zero como uma folha de papel. Se assim for, ele não tem limites e se expandirá para sempre, mas a taxa de expansão vai gradualmente se aproximar de zero depois de uma quantidade infinita de tempo.
Medições recentes sugerem que o Universo é plano, com apenas uma margem de 2% de erro. No entanto, é possível que o Universo tenha uma forma mais complicada, embora pareça possuir uma curvatura diferente. Por exemplo, o Universo poderia ter a forma de um donut.
De fato, o Universo é algo grandioso que ainda guarda muitos segredos e nos surpreende a cada nova descoberta.

Você não vai acreditar na quantidade de tralhas que já deixaram na Lua


 Ha algum tempo postamos aqui no Mega Curioso uma matéria sobre algumas das coisasque os astronautas já deixaram na Lua, como as famosas bandeiras, equipamentos e até cocô. Nela explicamos que muitos dos itens foram deixados para trás com o objetivo de aliviar a carga das naves para as viagens de retorno à Terra, já que uma enorme quantidade de amostras foi trazidas para cá.
Além disso, de certa forma, o abandono desses elementos todos pode ajudar os cientistas a descobrir o que acontece com diferentes materiais no espaço. No entanto, conforme aponta Adam Clark Estes do portal Factually, a lista detralhas deixadas pelos seres humanos em solo lunar é enorme e supervariada. Afinal, sabe como é... Por que deveríamos nos restringir em emporcalhar apenas a Terra se a Lua está lá dando sopa, toda branquinha?
Lixão lunar
Entre os itens, os astronautas abandonaram na Lua câmeras de TV, várias máquinas fotográficas Hasselbad, kits de higiene pessoal, lenços umedecidos usados, toalhas, mantas térmicas, mochilas, embalagens vazias de comida espacial, revistas, cinco bandeiras norte-americanas, 12 pares de botas e um telescópio banhado a ouro.
Calma, tem mais: diversos martelos, pás, ancinhos, pinças e vários dardos improvisados. Além disso, outros itens são uma peça de ouro na forma de um ramo de oliveira, um broche de prata do astronauta Alan Bean, uma medalha em homenagem aos cosmonautas russos Vladimir Komarov e Yuri Gagarin, assim como uma pequena escultura de prata em tributo aos astronautas soviéticos e norte-americanos que morreram durante missões ao espaço.
Como se isso tudo fosse pouco, existem mais de 70 estruturas espaciais — entre módulos, sondas e naves — abandonados na Lua, juntamente com nada menos do que 96 bolsas de urinas, vômito e fezes. Agora, diga lá, caro leitor, se não encontrarmos formas de controlar a quantidade de coisas deixadas no satélite, você não acha que daqui a pouco deveriam instalar um aterro sanitário lunar?

Três planetas são descobertos fora do Sistema Solar; um pode abrigar vida


Três novos planetas situados fora do Sistema Solar foram descobertos por cientistas norte-americanos, a partir de dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Um deles está na chamada "zona habitável" de sua estrela, isto é, uma distância que permitiria a existência de água líquida em suas superfícies - condição indispensável para a potencial existência de vida, de acordo com os astrônomos.
Na primeira semana de janeiro, outro grupo dos Estados Unidos anunciou a descoberta de outros oito planetas na zona habitável de suas estrelas, com distâncias da Terra variando entre 475 e 1100 anos-luz. Além deles, os dados do Kepler já levaram à descoberta de mais de mil planetas.
A nova descoberta, no entanto, é considerada a mais promissora até agora na busca de planetas semelhantes à Terra. Os três novos planetas estão na órbita da estrela EPIC 201367065, que fica a cerca de 150 anos-luz da Terra. De acordo com os autores do estudo, essa distância - considerada pequena em escala astronômica - permitirá pela primeira vez o estudo de um planeta da zona habitável com os instrumentos e tecnologias atuais.
Liderado por pesquisadores das universidades do Arizona, da Califórnia e do Havaí, o novo estudo foi financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês). O artigo foi submetido à revista Astrophysical Journal, mas ainda não tem data para ser publicado.
A estrela EPIC 201367065, segundo os autores, é uma anã-vermelha que tem aproximadamente a metade do tamanho e da massa do Sol e, portanto, emite menos calor e luz. A 150 anos luz, a estrela está entre as 10 mais próximas onde já foram encontrados planetas. A proximidade e as características da estrela, de acordo com os astrônomos, permitirão o estudo inédito das atmosferas dos planetas, a fim de determinar se elas são semelhantes à da Terra e se poderiam ter vida. A maior parte dos planetas descobertos pela missão Kepler, até agora, são envolvidos por uma espessa atmosfera rica em hidrogênio, que são provavelmente incompatíveis com a vida.
As dimensões dos novos planetas são 110%, 70% e 50% maiores que as da Terra. O menor deles, o que tem a órbita mais distante de sua estrela, recebe níveis de radiação luminosa semelhante à que a Terra recebe do Sol, de acordo com Erik Petigura, um estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ele descobriu os planetas no dia 6 de janeiro, quando realizava uma análise computacional dos dados do Kepler. Segundo Petigura, há uma possibilidade real do planeta mais externo ser rochoso, como a Terra - o que significa que ele poderia ter a temperatura certa para a formação de oceanos de água líquida.
Andrew Howard, da Universidade do Havaí, afirmou que exoplanetas - os planetas fora do Sistema Solar - são descobertos às centenas atualmente, embora os astrônomos fiquem na dúvida sobre a possibilidade de algum deles realmente tenha condições semelhantes às da Terra. Segundo ele, a nova descoberta ajudará a resolver essa questão. O próximo passo será estudar as atmosferas do novo planeta com o telescópio Hubble e outros observatórios, para descobrir quais elementos existem em sua atmosfera. "Aprendemos no ano passado que planetas com o tamanho e a temperatura da Terra são comuns na Via Láctea. Também descobrimos alguns planetas do tamanho da Terra que parecem ser feitos dos mesmos materiais que predominam no nosso planeta, como pedra e ferro", disse.
Por Fabio de Castro - São Paulo

Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21


É bastante comum encontrarmos pela rua alguém com uma blusa igual à nossa, uma camisa, uma calça ou o mesmo corte de cabelo. As tendências vêm e vão, mas se for observar bem de perto, será que não estamos nos tornando cada vez mais iguais?
Com essa premissa, um fotógrafo resolveu fazer uma série de imagens em que abre a discussão sobre como todas as pessoas são iguais no século 21.
De acordo com um artigo da Wired, o responsável pelo projeto é Hans Eijkelboom, que quis mostrar como o mercado da moda e da beleza nos deixa cada dia mais semelhantes, sendo que parecemos todos como um rebanho de ovelhas, todos iguaizinhos. Mas esse trabalho do fotógrafo não é resultado de registros de pouco tempo.
Ele passou mais de 20 anos fotografando pessoas com roupas similares. Há que se esclarecer que ele fez todos esses registros não para fins de criticar o visual das pessoas, mas sim levantar a questão sobre as semelhanças entre gostos e identidades que tomaram conta do mundo moderno.
"Eu estou mostrando que às vezes é quase impossível não ir com o fluxo", disse ele. Hans Eijkelboom fez as primeiras fotos em 1992, em Arnhem, na Holanda, onde ele estava vivendo no momento. A partir daí, o fotógrafo fez imagens também em Paris, Nova York e Amsterdam para citar alguns, acumulando cerca de seis mil imagens da mesmice coletiva para o seu livro de fotos. 
Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21Imagens provam como as pessoas são todas iguais no século 21
Ele sempre busca lugares bastante movimentados para fazer os seus registros. Assim que encontra um bom ponto de passagem de multidões, ele passa uns 10 ou 15 minutos observando o que as pessoas estão vestindo e fotografa os estilos mais repetidos.
Para não constranger as pessoas, ele não faz a foto olhando em um visor e sim acionando um disparador de gatilho enquanto finge que nada está acontecendo. Dessa forma, ele diz que os “modelos” ficam mais espontâneos. O resultado de tudo isso é de imagens de “gêmeos” de estilo que podem estar em várias partes diferentes do mundo.
O fotógrafo de 65 anos diz que sente que há uma mudança na identidade como as transições da sociedade a partir do que ele chama de um mundo analógico para um digital.