quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Como 'batedores' de carteira enganam suas vítimas


Minha mãe tem os olhos nas costas. E desde que eu era muito pequena, ela me ensinou a ter cuidado com pessoas estranhas, principalmente quando elas tentam te dar um presente.
Por isso, fiquei surpresa quando soube que um "rapaz simpático" segurando um buquê de flores conseguiu roubar 20 euros da carteira dela, mesmo com minha mãe segurando-a com as próprias mãos.
Segundo neurocientistas, nosso cérebro é muito bem conectado e difícil de ser enganado, graças à sofisticação de nossos sistemas de atenção e percepção.
Mas ele apresenta pequenas falhas. E é aí que está a destreza dos batedores de carteira: mais do que mãos espertas, eles sabem trabalhar com essas falhas.
A mais importante dessas falhas é o fato de nosso cérebro não ter sido feito para realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Em geral, trata-se de um recurso positivo: ele permite que filtremos apenas os aspectos mais relevantes do mundo a nosso redor.

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